sexta-feira, 28 de maio de 2010

A ilusão na Op Art

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O termo foi incorporado à história e à crítica de arte após a exposição The Responsive Eye (O Olhar Compreensivo, MoMA/Nova York, 1965), para se referir a um movimento artístico que conhece seu auge entre 1965 e 1968. Os artistas envolvidos com essa vertente realizam pesquisas que privilegiam efeitos óticos, em função de um método ancorado na interação entre ilusão e superfície plana, entre visão e compreensão. Dialogando diretamente com o mundo da indústria e da mídia (publicidade, moda, design, cinema e televisão), os trabalhos da Op Art enfatizam a percepção a partir do movimento do olho sobre a superfície da tela. Nas composições - em geral, abstratas - linhas e formas seriadas se organizam em termos de padrões dinâmicos, que parecem vibrar, tremer e pulsar. O olhar, convocado a transitar entre a figura e o fundo, a passear pelos efeitos de sombra e luz produzidos pelos jogos entre o preto e o branco ou pelos contrastes tonais, é fisgado pelas artimanhas visuais e ilusionismos.


O húngaro Victor de Vasarely (1908) é um dos maiores nomes da Op Art. A partir de 1930, em Paris, o artista começa a explorar efeitos óticos pela utilização de dominós, tabuleiros de xadrez, dados, réguas, zebras e arlequins. Mas é a partir de 1947 que envereda pela abstração geométrica. A partir dessa estrutura elementar, o pintor cria uma gramática de possibilidades com o auxílio do preto e branco (com os quais trabalhou em boa parte de sua obra) e da progressiva introdução da cor. A inglesa Bridget Riley (1931) é outro grande expoente da Op Art. Como os demais artistas ligados ao movimento, ela investiga formas e unidade seriadas para a composição de padrões gerais, que apelam diretamente à visão, pelos seus efeitos de vibração e ofuscamento.


domingo, 23 de maio de 2010

Linhas e cores em Romero Britto

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Romero Britto nasceu em Pernambuco e já aos 8 anos começou a mostrar interesse e talento pelas artes. Tornou-se conhecido através de uma campanha publicitária e aos 14 anos fez sua primeira exibição pública vendendo seu primeiro quadro para a OEA (Organização dos Estados Americanos).
      
Britto produz pinturas a óleo explorando formas geométricas ou figuras de sua preferência, como corações ou animais, sempre com cores muito vivas. Faz sucesso justamente porque sua obra dá vida a qualquer espaço ou objeto.

 

"Meu trabalho, por ser dinâmico e alegre, promove a esperança, o positivismo e a vontade de viver. Para mim, a arte pode refletir a celebração das coisas boas e simples da vida. Isto é o mais importante!” (Romero Britto )


ATIVIDADE 6º ANO:
A partir da observação das imagens de Romero Britto e de anterior estudo sobre linhas (formas e traçados), os alunos fizeram a releitura das obras do referido artista, utilizando a técinca de preenchimento de espaços em um desenho.






A energia da Mandalas

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Mandala, em seu sentido mais amplo, significa círculo. Uma representação geométrica e harmoniosa da dinâmica relação entre o homem e o cosmo; um símbolo do equilíbrio e integração dos diferentes níveis e aspectos de nosso ser. De fato, a mandala nada mais é do que um campo de forças, no qual as formas, a estrutura numérica e as cores usadas possuem simbologias e poderes vibracionais atuantes.

Todas as mandalas possuem os mesmos elementos em sua composição: a forma circular, o ponto central e a repetição ou simetria das formas que constituem o desenho. Além da estrutura geométrica que divide o espaço em porções iguais.


Inicialmente criadas em giz e com origem na Índia, as mandalas são um espaço sagrado de meditação e por isso são consideradas importantíssimas para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação ou autoconhecimento.

Construir uma mandala é um processo bastante lento, onde a arte transforma-se num ritual de emanação de energias.


ATIVIDADE 7º e 8º ANOS:
Após estudo anterior sobre o conceito de simetria e assimetria na Arte, descobrimos que a Mandala se caracteriza como um exemplo de arte simétrica. E a partir desta reflexão, utilizando lápis de cor e canetinha. os alunos confeccioanram mandalas bastante criativas e coloridas.













Pontos e mais pontos ...

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O Pontilhismo, também designado por Divisionismo, é uma técnica de pintura, saída do movimento impressionista, em que pequenas manchas ou pontos de cor provocam, pela justaposição, uma mistura óptica nos olhos do observador.

Esta técnica baseia-se na lei das cores complementarese trata-se de uma consequência extrema dos supostos ensinamentos dos impressionistas, segundo os quais as cores deviam ser justapostas e não entre mescladas, deixando à retina a tarefa de reconstruir o tom desejado pelo pintor, combinando as diversas impressões registradas.


A técnica de utilização de ponto coloridos justapostos também pode ser considerada o culminar do desprezo dos impressionistas pela linha, uma vez que esta é somente uma abstração do homem para representar a natureza.

Foi criada na França, com grande impulso de Georges Seurat e Paul Signac, no século XIX.

ATIVIDADE:
Com base em estudos nas características do Pontilhismo e seus artistas, os alunos do 6º ano produziram trabalhos que retratam a referida técnica.
Material utilizado: Papel crepom





quarta-feira, 5 de maio de 2010

O que são Artes Visuais?

As linguagens artísticas que normalmente lidam com a VISÃO COMO O SEU PRINCIPAL MEIO DE APRECIAÇÃO costumam ser chamadas de Artes Visuais. A pintura, o desenho, a gravura, a fotografia e o cinema são alguns exemplos de Artes Visuais.